O mundo multi-canal dos pequenos lojistas
O crescimento dos negócios via Internet associado ao desenvolvimento de novas tecnologias que tem contribuido para o surgimento de novas formas de vendas e de relacionamento com os consumidores tem produzido uma pressão para que o varejo convencional mude no sentido de se tornar multi-canal.
São muitas as alternativas que podem ser combinadas na busca por um melhor desempenho de vendas e de resultados do varejo: Internet, telefone, televisão, celular, quiosques, lojas temporárias, catálogos, venda porta-a-porta…e loja física, é claro.
Pesquisas realizadas pelo Aberdeen Group com pequenos lojistas nos Estados Unidos, América Central e Caribe indicam que as empresas de varejo multi-canal tendem a ser mais lucrativas do que as que não optaram por este novo formato de varejo.
De um modo geral, empresas de varejo de todos os portes estão sentindo o impacto da afinidade do consumidor com o sistema de vendas multi-canal. As vendas pela Internet no Brasil evoluem a uma taxa de crescimento aproximado de 50% ao ano e as lojas virtuais são cada vez mais utilizadas também na pesquisa que antecede à decisão sobre o produto a ser comprado e sobre a loja a ser utilizada, mesmo que esta compra acabe acontecendo dentro da loja convencional.
Portanto, passa ser cada vez mais importante uma gestão que considere a conveniência de uma solução de varejo multi-canal e que produza uma sinergia entre a loja, a Internet e os outros canais de venda em utilização.
Os grandes lojistas costumam basear as suas operações multi-canal sobre três pilares: gestão de dados, estratégia de consumidores e gestão do inventário. Usualmente, cada canal desenvolve um processo em separado e específico para cada modelo de negócio.
Já os pequenos varejistas, que são mais recentes no formato multi-canal e que estão sob muitos aspectos, um passo atrás em termos de evolução tecnológica e gestão, têm encontrado um outro caminho. A experiência tem mostrado que uma execução integrada de processos e sistemas tem gerado uma maior eficácia de resultados:
1. A operação com um estoque centralizado e um planejamento único de mercadorias tem auxiliado os pequenos lojistas a operar de forma integrada e a custos mais baixos;
2. A adoção de uma abordagem ponta-a-ponta de gestão de varejo multi-canal combina os benefícios de integrar todos os dados da empresa como estoques, clientes, fornecedores, etc.;
3. Esta solução permite a criação de uma métrica para mapear, medir e monitorar o desempenho multi-canal tal como margem bruta de contribuição de cada um dos canais;
4. O planejamento e execução de promoções de produtos e serviços de forma coordenada entre todos os canais contribui para uma maior participação final nos gastos totais dos clientes.
Portanto, pode-se entender de que a mesma pressão que gera a necessidade de desenvolvimento de uma estratégia multi-canal no varejo pode ser resolvida de diferentes maneiras, dependendo do porte, da capacidade tecnológica e de gestão de cada empresa varejista.
O que cada empresa tem que analisar com profundidade é se esta mudança é capaz de produzir um impacto positivo sobre os seus resultados e se ela pode contribuir para o aumento da competitividade do negócio.
fonte: web-site: estratégia, marketing e varejo